terça-feira, 24 de agosto de 2010

a macieira encantada

olá amigos.
como mensagem da semana, deixo o texto que recebi há algum tempo de um
amigo.
este texto falou muito comigo numa época em que eu estava num processo
alérgico violento.
vamos refletir sobre ele?

A Macieira Encantada

Era uma vez um reino antigo e pobre, situado perto de uma grande

montanha.

Havia uma lenda de que, no alto dessa montanha havia uma Macieira

mágica, que produzia maçãs de ouro. Para colher as maçãs era preciso

chegar até lá, enfrentando todas as situações que aparecessem no

caminho. Nunca ninguém havia conseguido essa façanha, conforme dizia a

lenda.

O Rei do lugar resolveu oferecer um grande prêmio àquele que se

dispusesse a fazer essa viagem e que conseguisse trazer as maçãs, pois

assim o reino estaria a salvo da pobreza e das dificuldades que o povo

enfrentava. O prêmio seria da escolha do vencedor e incluía a mão da

princesa em casamento.

Apareceram três valorosos e corajosos cavaleiros dispostos a essa

aventura tão difícil.

Eles deveriam seguir separados e, por coincidência, havia três caminhos:

1º - rápido e fácil, onde não havia nenhum obstáculo e nenhuma

dificuldade;

2º - rápido e não tão fácil quanto o primeiro, pois havia algumas

situações a serem enfrentadas;

3º - longo e difícil, cheio de situações trabalhosas.

Foi efetuado um sorteio para ver quem escolheria em primeiro lugar um

desses caminhos. O primeiro sorteado escolheu, naturalmente, o Primeiro

caminho. O segundo sorteado escolheu o Segundo caminho. O terceiro

sorteado, sem nenhuma outra opção, aceitou o Terceiro caminho.

Eles partiram juntos, no mesmo horário, levando consigo apenas uma

mochila contendo alimentos, agasalhos e algumas ferramentas.

O Primeiro, com muita facilidade chegou rapidamente até a montanha,

subiu, feliz por acreditar que seria o vencedor e quando se deparou com

a Macieira Encantada sorriu de felicidade. O que ele não esperava,

porém, é que ela fosse tão inatingível. Como chegar até as maçãs? Elas

estavam em galhos muito altos. Não havia como subir. O tronco era muito

alto também. Ele não possuía nenhum meio de chegar até lá em cima. Ficou

esperando o Segundo chegar para resolverem juntos a questão.

O Segundo enfrentou galhardamente a primeira situação com a qual se

deparou, porém logo em seguida apareceu outra, e logo depois mais uma e

mais outra, sendo algumas delas um tanto difíceis de superar. Ele acabou

ficando cansado, esgotado até ficar doente, e cair prostrado. Quando se

deu conta de seu péssimo estado físico, foi obrigado a retroceder e

voltou para a aldeia, onde foi internado para cuidados médicos.

O Terceiro teve seu primeiro teste quando acabou sua água e ele chegou a

um poço. Quando puxou o balde, arrebentou a corda e ele então,

rapidamente, com suas ferramentas e alguns galhos, improvisou uma escada

para descer até o poço e retirar a água para saciar sua sede. Resolveu

levar a escada consigo e também a corda remendada. Percebeu que estava

começando a gostar muito dessa aventura.

Depois de descansar, seguiu viagem e precisou atravessar um rio com uma

correnteza fortíssima. Construiu, então, uma pequena jangada e com uma

vara de bambu como apoio, conseguiu chegar do outro lado do rio,

protegendo assim sua mochila, seus agasalhos e todo o material que

levava consigo para o momento que precisasse deles, incluindo a jangada.

Em um outro ponto do caminho ele teve de cortar o mato denso e passar

por cima de grossos troncos. Com esses troncos ele fez rodas para

facilitar o transporte do seu material, usando também a corda para

puxar.

E assim, sucessivamente, a cada nova situação que surgia, como ele não

tinha pressa, calmamente, fazendo uso de tudo o que estava aprendendo

nessa viagem e do material que, prudentemente guardara, resolvia

facilmente a questão.

A viagem foi longa, cheia de situações diferentes, de detalhes, e logo

chegou o momento esperado, quando ele se defrontou com a Macieira

Encantada. O Primeiro havia se cansado de esperar e também retornara ao

povoado.

O encanto da Macieira tomou conta do Terceiro. Ela era tão linda,

grande, alta, brilhante. Os raios do sol incidindo nos frutos dourados

irradiavam uma luz imensa que o deixou extasiado. Quanto mais olhava

para a luz dourada, mais ele se sentia invadir por ela, e percebeu que

todo o seu corpo parecia estar também dourado. Nesse momento ele sentiu

como se uma onda de sabedoria tomasse conta de seu ser. Com essa

sensação maravilhosa ele se deixou ficar, inebriado, durante longo

tempo. Depois do impacto ele se pôs a trabalhar e preparou

cuidadosamente, seu material, fazendo uso de todos os seus recursos.

Transformou a jangada numa grande cesta, para guardar as maçãs dentro,

subiu na árvore, pela escada, usou o bambu para empurrar as maçãs mais

altas e mais distantes. Tudo isso e mais algumas providências que sua

criatividade lhe sugeriu para facilitar seu trabalho, que havia se

transformado em prazer.

Depois de encher a cesta com as maçãs, e com a certeza de que poderia

voltar ali quando quisesse, por ser a Macieira pródiga, ele agradeceu a

Deus por ter chegado, por ter conseguido concluir seu objetivo.

Agradeceu principalmente a si mesmo pela coragem e persistência na

utilização de todos os seus recursos, como inteligência e criatividade.

Voltou pelo caminho mais fácil, levando consigo os frutos de seu

trabalho e de seus esforços, frutos esses colhidos com muita competência

e merecimento. Descobriu, entre outras coisas que:

tudo que apareceu em seu caminho foi útil e importante para sua vitória;

cada uma das situações que ele resolveu, foi de grande aprendizado, não

só para aquele momento, mas também para vários outros na sua vida

futura;

quando você faz do seu trabalho um prazer, suas chances de sucesso são

muito maiores;

quando seu objetivo vale a pena, não há nada que o faça desistir no meio

do caminho;

a sua vitória poderia beneficiar a vida de muita gente e também servir

de exemplo a outras pessoas, a quem ele poderia ensinar tudo o que

aprendeu nessa trajetória.

O resto da história vocês podem imaginar. E como toda história que se

preze, viveram felizes para sempre...

Eu gostaria de convidar a todos que lerem essa metáfora a fazerem uma

reflexão sobre seu conteúdo e acrescentar, de acordo com a sua própria

experiência e compreensão do texto, novas descobertas e possíveis

benefícios e aprendizado, tanto para si, quanto para outras pessoas.

que possamos colher sempre benefícios e aprender sempre sem nos
esquecermos jamais de nossas origens.

fiquem na paz.

marcelo resende

Rádio Táxi (1982) Radio Taxi

piadas: nilton pinto e tom carvalho